Oh! mãe natureza, incansável trabalhadeira.
Fazes o que morre, e não cansa de fazer, quisera eu
ser como você.
Vem o sol pela manhã e com ele traz a vida, pela
tarde vai embora, e o choro de saudade
se faz lágrimas de
brisa que vaga pela
noite, até se encontrarem novamente pela manhã.
Cria suas matérias até que estejam fortes, dia a
dia se fazem uma a uma, sem se darem conta
do suor de seu trabalho, e vem a chuva, e
mais chuva, e sol ardente, até que apodreçam e caiam.
Quisera eu, poder fazer e desfazer sem cansaço, sem tristeza, esquecer
o acabado, para novamente começar.
Será que a vida humana também é assim:
acordados vivemos, e dormindo morremos ?
Pois dormindo, esquecemos a consciência, só teremos lembrança
pela manhã, e quanta coisa mudou em nós, enquanto a noite passava?
Mesmo que tudo se desmorone a nossa volta, só
veremos se estivermos acordados.
Novamente o dia e suas cobranças, nunca tiramos
férias de nós mesmos.
Inútil que sou, ao adquirir cada vez mais coisas para ficar
num canto comendo poeira, e eu comendo
a poeira de tanta insensatez,
Vou mudar!
Não vou viajar para lugares, tirarei férias de mim.
Quero poder descansar de vez. Ficarei em meu lugar, só comigo
mesma, um tanto longe de mim.
Só assim a natureza me compreenderá e eu posso também
compreendê-la, pois o que me deixa assim cansada, não
é o que eu faço, mas é o fazer pra ninguém ver.
Herta Fischer
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
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