Aquela criança que nada sabe, que espera e
sabe esperar, o tempo a leva até onde
quer chegar.
No abraço do braço do conforto se entrega, sem manejar
nem manipular, com choro se faz notar, na alegria se
faz admirar.
Simplesmente chega, sem eira, sem canseira, aprende o
dom de viver.
Vive seu sonho tão simples, tatuado nas mãos do
que comanda, do que se reflete no rosto que lhe dirige.
E aprende a sorrir com quem sorri, e a chorar do
que não se vê.
Suas mãos lhe contam histórias, seu paladar é olfato, e
sua experiência é o não saber.
De tudo faz sua alegria, não planta, mas colhe, não sabe,
mas tenta.
E de tanto tentar vai crescendo, como folhas despontando
a noite sem que ninguém perceba. quando vê, já passou.
Rápido se vai o tempo da criança, como abobreira ao
despertar, seus ramos caminham depressa,
E se faz noite em seu viver, pois o aprendizado
que antes se fazia sem percepção, agora, lhe
cobra razão.
Herta Fischer
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Eco do fim
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