quarta-feira, 30 de julho de 2014

Perdas e ganhos

Poxa vida! depois de longos meses, o inverno da ignorância passou. ufa!
Hoje em dia, ou nos tempos atuais, o difícil mesmo é entender estas máquinas maravilhosas que
dispensam canetas, mas, que se torna um quebra cabeça, quando não a conhecemos.
Bom, o que vem ao caso agora é que, enfim, sem a ajuda de ninguém, eu tive acesso a minha
conta, e aqui estou para publicar mais um de meus pensamentos.
Na simplicidade em que vivo, nada poderia ser tão sofisticado. então o que apresento é sempre o meu desejo mais simples, ou meus pensamentos mais singelos, que talvez nem faça despertar em outros, a importância que deveria ter, mas que, para mim, tem um significado muito maior.
Vivi e vivo na mais perfeita absorção de meus interesses, quanto muito, apelo para meu bom senso de viver um tanto longe dos interesses da maioria que só pensam em ter e ter para que sejam assim valorizados.
Eu não me contento com minhas posses, eu quero mesmo é projetar o meu potencial, sem que para isso eu precise apresentar bens materiais.
Pois meus bens materiais só servem para meu próprio sossego e bem estar.. e eu quero, sim, deixar minha marca para outras gerações.
Então, sem pretensões a não ser meu desejo e gosto de escrever, eu fico registrando meus fracassos, minhas limitações, e até minhas vitorias, não para que seja gloriado, mas, para que minhas conquistas possam enfim, me deixar em estado de cumpridora de meu dever.
Me casei aos vinte e nove anos, bem madura para aquele tempo.. Geralmente os casamentos se desenvolviam aos dezenove ou vinte anos, para mais ou para menos, mas eu, não tive o prazer de encontrar alguém antes disso.
Ao encontrar alguém com o mesmo interesse que os meus, eu tive que, quase que deixar o projeto de constituir família para mais tarde.
Tantos foram os desencontros e a falta de sintonia que haviam entre nós.
O projeto do meu  marido era o de viajar para a América do Norte, e lá "fazer a vida"!
No entanto, o meu desejo sempre foi o de continuar onde estava, gerar filhos, e fazê-los crescer em minha pátria, mesmo não sendo o modelo ideal...
Até que enfim, por força do destino, ou não, as coisas foram se desenrolando e o sentimento e a união entre nós foram criando laços, até que, enfim, o casamento aconteceu.
Foram anos de ajustamentos, fora muito difícil para mim, que sempre morara sozinha, agora ter que compartilhar sonhos e espaços. E além de cuidar de mim, ainda tinha que cuidar de mais alguém, redobrando assim, a minha responsabilidade.
Mas, como tudo na vida são práticas, eu fui praticando e agora com mais duas pessoas, alem do meu marido para cuidar, me parece fácil.
Me sinto realizada quanto a isto, mas me falta o principal. Com a experiência adquirida nos anos que se passaram, eu fico muito tempo a toa, não posso trabalhar fora devido as obrigações que ainda tenho em casa, e o trabalho de casa me faz pensar que sou inútil.
Fiz um curso de pintura em tela, e lá fui eu quebrar a cabeça. uma coisa é pintar com professor, outra, bem diferente é pintar sozinha, mas também já estou dando meus passinhos.
Enfim, só estou dando este relato para contar que nada nesta vida é fácil. Se deixamos de trabalhar para cuidar de casa e da família acabamos perdendo a nossa emancipação em relação ao profissional. porém, se deixamos nossos filhos e voltamos a trabalhar, perdemos o prazer de vê-los crescer e também de deixar de
ensiná-los tudo que aprendemos.
Eu preferi então, a ultima opção, por um lado não reclamo, hoje quando vejo outros em comparação com eles, eu vejo que realizei, modéstia a parte, um ótimo trabalho.
E assim vou levando, pois a escolha foi minha, e agora não adianta querer fazer diferente, e eu nem sei se valeria a pena...
herta Fischer.


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