Depois desse enfado de aumentar a quilometragem de meus pés.
eu fico imaginando o tempo em que ainda ficava a reclamar por
direitos.
Houve, na inocência de quem ainda não tinha
vivido o suficiente, tempos em que eu estimava consideração.
Lamentava o fato de, quem dizia me amar, não me dar satsifações
sobre seus atos, sobre aonde ia e o que pensava,
Sofri muito por esperar demais daqueles que realmente
não tinham nada para dar. Difícil ficar cobrando e cobrando
de quem não deve.
Apenas por estar ao nosso lado não quer dizer, que o outro
precisa se responsabilizar pelas nossas necessidades, pois
se não estamos satisfeitos por nós mesmos, não vai ser o outro
á nos satisafzer.
Hoje, mais ponderada e mais consciente eu percebo que vivi
a sombra da felicidade, Quase que cheguei perto, quase?
Não, por que o outro não me deu, mas porque esperei do
outro para obtê-la, e na esperança de que o outro me desse o
que não tinha, eu não tive coragem suficiente para em mim, encontrá-la.
Agora, neste momento, eu vejo o quanto perdi por me dar demais, mais do
que o outro precisava. E fiquei a passar fome, enquanto o outro
se fartava.
Não que o outro não merecesse, mas que também, eu merecia.
Hoje não tenho mais fome, nem sede, sei saciar tudo isto dentro
de mim, fico satisfeita com o que posso me dar, não preciso
do outro para estar satisfeita. O que eu quero, agora é lei, e o
que o outro quer, tem que estar em conformidade com
a minha segurança, com aquilo que me satisfaz.
Estou feliz, encontrei a minha paz, segue comigo
quem quer, não quero companhia por obrigação, só quero
aquilo que o amor verdadeiro pode me dar.
Herta Fischer
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
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