Eu sou só mais um sapinho
perdido num pantanal,
que com os olhinhos pequenos e
vigilantes vagueio a procura
de paz.
Entre cobras e lagartos faço minha
casa as escondidas, e meus ovos
ponho na água.
Desenho um vai e vem
desperto, pois não posso
fechar meus olhos para
dormir.
A noite sou cancioneiro, para chamar as
amigas, só que mais desperto do que
nunca não posso me abalar.
Entre tantos, sou mais um, mas
não quero me perder.
Visito minha prudência, para tirar
dela conselho, pois
se vou meio desavisado,
ai mesmo é que me perco.
Herta Fischer
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
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