Falem a verdade. Que bom poder dizer o que se pensa, às vezes só bobagens, coisas de que ninguém mais sente falta. Uma fofoca sobre nós, outra sobre alguém, apenas conversa jogada fora. Não é assim que a gente se une? Não dá para fazer amizade no silêncio; mesmo entre dois mudos ainda há conversas. Às vezes sinto falta de conversas amenas, falar sobre nós, sobre o que sentimos, deixar o coração falar de modo inocente: o que eu fiz, o que você fez? O que sofri, o que já fiz sofrer. Sobre bondade, sobre momentos em que nos deixamos irar, até usando as mãos para aliviar a dor da afronta. Quando nos sentimos apanhados, iludidos, tendo que nos defender de alguma calúnia, ou até mesmo do que não tem defesa, nos defendendo da própria culpa, que depois de revidada, entre eu e o travesseiro, fez a consciência pesar. E não nos demos por vencidos, mesmo com o coração sangrando, amando e desdenhando daquele que nos fez sofrer. Não te quero quando se quer, não te amo quando o que se quer é ter nos braços. Ir embora, chorar escondido, jurar não querer mais, para no dia seguinte, com apenas uma voz doce, tudo rapidamente ser esquecido. Assim somos nós, todos nós, exceto aquele que não sabe o que é sofrer por amor ou por paixão — dá no mesmo, pois um sempre confunde o outro.
Herta Fischer
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Foco no objetivo
Ainda há tempo para recomeçar, mesmo que a “bateria” esteja fraca. Busco renovação. Meu corpo sente o desgaste do tempo, mas meu espírito de...
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
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