Hoje, depois de mais um dia de reflexões,
com o estômago cheio, mais que o
necessário.
comendo para saciar o tédio,
eu parei para pensar que somos nossos
próprios tropeços. Não são as pedras que
encontramos em nosso caminho que nos
fazem tropeçar, e sim, essa vida vazia
que levamos.
Uma canseira se instala em minha alma,
uma canseira de posses, e de saber que
nada disto me traz satisfação.
Fico entretida em frente da televisão,
que não apresenta nada que possa
trazer-me benefícios.
Colo meu bumbum no sofá, como
se pertencesse a ele, e procuro
saciar minha fome de vida, comendo, bebendo e
engordando, jogando lixo em minhas artérias,
para depois sair a procura de uma solução
milagrosa que emagreça.
Preguiçoso corpo que só busca por satisfação,
me enganando e fazendo com
que eu adoeça por dentro e por fora.
É escolha!
É isso que escolhemos, esse ciclo vicioso
que teimamos em chamar de vida?
Quando buscamos por satisfações
a qualquer preço.
construindo escadas mesmo sabendo
que em breve nossos pés já não
conseguirá subi-las.
Nos matamos em nome do divertimento,
deixamo-nos levar pela corrida atras do vento.
Amontoamos sem necessidade, até nos
darmos conta de que tudo é em vão.
E quando chegar o fim, quando olharmos
para traz e darmos de cara com a certeza
de que, ao amontoarmos coisas, também
amontoamos sofrimentos.
Que da vida mesmo, sabemos tão pouco!
Amontoamos para os outros, e o
nosso celeiro fica vazio, Já não
haverá mais espaço para nada,
a não ser para o lamento por tudo
que desperdiçamos, enquanto
ainda houve tempo de
viver e de fazer o
que era certo.
Herta Fischer
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Tropeçando e aprendendo
Estou aqui, parada no silêncio, mais uma vez à deriva em pensamentos. Às vezes penso que nada vale a pena, que tudo o que faço não tem valor...
sábado, 24 de janeiro de 2015
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