Uma hora, não mais,
entre o cobertor e um colchão,
meu corpo, enfim, descansa.
Aprisionado dentro de mim, pela
constância de histórias vividas, povoam
minha mente os sonhos.
Parece-me que ainda vivo os dias que
me arrastaram até hoje, de lembranças
em lembranças que quase se apagam.
E que comodamente ainda insisto em
trazer de volta, enquanto o sono não chega.
Espírito atormentado, mente cheia,
devo esquecer as ações passadas, para transformar
novas ações no dia a seguir.
Encontro em mim varias maneiras de viver bem. Do
que vivi no passado, só boas lições me acompanham.
Cada dia, uma novidade, cada novidade uma preparação
para que alcance o melhor ano, a melhor época para
vagar rumo a conquista mais singela, o dia da paz!
Se está calor, eu digo: Bom, bendito seja!
Se fica frio, eu digo: Bom, bendito seja da mesma forma.
E bendito seja a chuva, o lamaçal que vem após ela, e
bendito seja a falta dela, os torrões ressequidos e o
sol que de nós não se esquece.
E, bendito seja a dor que me desperta para a vida, que me aproxima da força
que brota em mim, que me leva ao Altíssimo com sangue
no olhar, com suplicas no coração, que me faz melhor.
E eu, tão mesquinha e má, que só quer me ver feliz, que não
quer conhecer violência, que clama pela sorte, que não quer
conhecer a morte, e que nada faz para merecer a luz.
Eu, que me violento, eu, que me faço mal, eu, que fui
encerrada na obediência
do nascer, desobedeço a ordem da vida, contaminando-me com
falta de senso, contaminando-me com as más intensões do corpo, e
crendo-me ainda merecedora de bençãos.
Eu quero passar...Bendito seja minha passagem, onde, como
nuvem eu possa fazer minha obra, como chuva, eu possa ser bençãos,
. que as folhagens me aplaudam, que meus afetos sorriam,
que eu possa, enfim, encontrar todos os motivos para pedir desculpas,
É isto que eu preciso. Só isto que eu preciso....Pedir desculpas!
Herta fischer
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Eco do fim
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