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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Sem frutos, sem flores

Como se não me bastasse o hoje,
tenho que recolher para o amanhã.
Hoje eu desperdiço na preguiça.
Amanhã?...talvez!
E se o amanhã for só
um sonho?
Pelo menos hoje, eu
descansei.
De descanso em descanso a
vida passa, e
a figueira  sem fruto
será arrancada, sem ter
 conhecido a beleza
de frutificar,
Sem frutos, nem flores,
sem flores nem frutos,
e as cegas morres sem ver
a luz.
Tomastes o lugar da outra,
e ficastes a quê?
O deserto não precisa
de pastagens pois
ninguém vive
ali.
As bênçãos passam de largo,
e a fome se faz presente, nem
mesmo precisas de primavera,
pois não tem o florescer,
então, sobre dois
extremos vives
só para ti, e também,
para matar os que
a ti querem chegar.
Herta Fischer




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