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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sábado, 3 de janeiro de 2015

Saudade da juventude

Como foi bom meus dias de mocidade, quando conservava em mim o frescor de todas as manhãs.
Quando o meu coração cultivava a esperança de realização de todos os meus sonhos.
O caminhar era sobre nuvens calmas e radiantes. O despertar era regido por acordes de violino convidando a bailar por mais um dia.
Quando a música cessava ao cair da tarde, e os sons noturnos saudavam a amada noite, eu festejava a bendita hora de descanso.
 Uma cama tão macia e cheirosa recebia com carinho meu corpo tão cansado. E o amigo travesseiro acomodava uma cabeça cheia de expectativas. Ele era fiel companheiro de sonhos e também de pesadelos.
Tudo terminava quando o galo cantava, anunciando que a noite findou, que um novo raiar de sol despontava no horizonte, promessa de continuídade do ciclo da vida e da sobrevivência.
E...sobre essa magia do vai e vem, o tempo passou.
Hoje já não sou mais uma criança, e o meu semblante já está muito cansado. O caminhar já não é tão seguro, nem tão doce o despertar.
Porque a cada dia que passa, sinto que é um dia a menos nesta jornada e que a estrada já não é tão longa quanto parecia.
Nem tampouco os sonhos são os mesmos, quase tudo de menina ficou para tráz.
As folhas já caíram e os galhos teimosamente cansados, buscam forças para continuarem verdes.
Os sonhos agora tomaram outros rumos, voltaram-se para os frutos que acabaram de nascer.
E que certamente, dançarão ao som da mesma música do meu passado,
Até se encontrarem igual a mim neste momento.
Saudosa da ourora da minha vida!


Autora: Herta

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