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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sábado, 5 de abril de 2025

Minhas lembranças

Ah! O que antes eu tinha,


com que suavidade o sol


se espalhava.


O abraço da estrada até minha casa,


com braços longos e apertados


flanqueados por arbustos baixos.


As flores, que certamente se abriam


em sorrisos primaveris, celebrando


as passagens.


A textura da terra batida envolvendo, com 


cuidado, o contorno do nicho sagrado.


As vozes preenchendo o silêncio,


como quem precisa de melodia.


Arvoredos convidando as folhas 


a dançarem na serenata do vento.


A menininha sentada no alpendre da vida,


sonhando com os anjos.


O senhor e a senhora atiçando a força e a lei,


que eles mesmos criavam e acertavam.


O riacho descobrindo o caminho das águas,


o balde suportando o peso delas.


Aliança sem dedo. Casamento sem cláusulas.


União de tudo com todos, lei sublinhada


na lógica do sacrifício.


O equilíbrio entre necessidade e causa,


harmonia entre o útil e o agradável,


na delícia de construir, na simplicidade,


um lar de respeito e amor.


Hertinha Fischer

lar 






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