Sem inspiração.
Já tentei falar de flores,
já tentei falar de amores.
E o que vem da minha alma, é só
poeira levantando-se pelo ar.
Um dia...mais um dia entre a cor desbotada
de quatro paredes.
A canção da hélice de um ventilador me
deixa completamente aérea, tira-me a concentração.
E o sol forte lá de fora não é nada convidativo, traz para
aqui dentro uma moleza quase que mórbida.
Que solidão1
Não é solidão de falta de gente e de conversa, é uma
solidão maior, uma solidão dentro de mim, como se
não houvesse mais nada a se querer, nada a se fazer,
como um livro cheio de historias que não mais
pudesse ler.
Seria tédio?
Como se cura essa secura dentro da gente?
Toda pessoa tem perspectivas, algo a procurar, algo
a alcançar, e é assim que supera a fadiga, do ter que seguir.
O que vai dentro de mim não dá trégua, não tem fim,
é uma coisa que corrói como ácido, água e nem comida alivia.
Não é todo dia, mas em certos dias, queria ser tatu a fugir de
predadores, entrar dentro de um buraco e esquecer de tudo, até
de quem sou.
Não falo mal da vida. A vida não tem nada a ver com este estado, sou
eu a vagar por dentro, sou eu a me perder em mim, sou
eu a precisar de Deus.
E, Deus ainda não me deu resposta, me deixa ir a deriva,
sem sonhos, sem luz neste mundo,
entravado, sem poder mudar este estado que de repente
tomou a alegria de mim.
Só que, também não é tristeza, se é que me entende, sabe
aquela dor que não se consegue explicar, não é dor, mais
é dor. uma agulhinha a espetar sutilmente.
Quem nunca sentiu este vazio? Como olhar para um poço muito
fundo, sabe-se que lá existe água, mas não consegue enxergar.
Assim sou eu hoje, sem nenhuma gota de inspiração.
Herta Fischer
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Eco do fim
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
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