Aquele que se perde nunca
se encontra, pois
se perde para si mesmo.
Mesmo que venham muitos e lhe
apontem a direção, seus olhos
estão tão fixos naquilo que
quer ver, que não permite que
se lhe abra os lhos para enxergar
um palmo adiante do nariz.
O desapego das coisas já é difícil,
mas o desapego de si é muito
mais complicado.
Alguém que não consegue ver
o que está diante de seus olhos, e
fica a sorrir para a sua sombra,
tem um desvio de comportamento,
que os psicanalistas chamam de:
transtorno de personalidade dependente,
está sempre a procura de alguém para
satisfazer o seu ego, não
consegue caminhar sozinho, e
não encontra forças para fazer
por si só.
Como uma pessoa que quebra a perna
e acostuma-se a andar com muletas,
depois de muito tempo, mesmo
com os ossos recomposto, ainda
tende a mancar, não por que precisa,
mas por ter se acostumado com
a escora.
Está tão acostumado a viver
á sombra de alguém, que jamais
encontrará luz própria.
È o que está acontecendo atualmente
com os jovens, as mães passam a mão
na cabeça quando fazem alguma coisa
errada, e assim, aprendem que, fazer algo
errado não terá consequências.
Ou então, lhes dão tudo a mão. Quando
precisam cuidar de outro, eles
não abrem mão do conforto ao
qual estão acostumados e
não conseguem andar com
suas próprias pernas, entregando
toda a sua responsabilidade para
os pais, para uma instituição, ou
para qualquer outro integrante da família
que esteja mais próximo.
Eu falo, ninguém ouve. Então,
como diz aquele ditado: Se está bom
para todos, quem sou eu para
reclamar, não é?
Herta Fischer
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Eco do fim
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