Novamente aqui, na solidão do dia
que me acompanha.
Mera espectadora de mim.
Um silencio povoa a minha alma, como
se nada existisse, a não ser meu
pensamento que insiste em me
dar respostas.
Moro com mais três pessoas,
mas é o mesmo que viver só!
Cada um está voltado para os seus interesses,
e na hora em que quero conversar, só se for
comigo mesma.
Só há um meio de não precisar falar com as paredes,
transformando essa solidão em palavras.
Quando quero falar, não tem ninguém para
escutar, mas quando resolvo fazer silencio, me
cobram, me perguntando o motivo de minha
tristeza.
Eu respondo que: não é tristeza, é desalento,
pois, parece-me que estou aqui, mas que, não estou.
Os filhos crescem e já não querem mais ouvir, e nem
deixar que compartilhemos mais de suas vidas, e
eu agora resolvi, que, também não vou compartilhar
com eles o meu sorriso, nem
palavra alguma, nem de bem, nem de nada.
Vou deixar meu barco navegar sem sentido,
apenas navegar, sem preocupação alguma de chegar.
Fazer as minhas orações no silencio, e esperar,
no mais não quero mais saber o que se passa,
e nem como se passa!
Vou agir como o dia que nasce e morre com
um sorriso iluminado,
que não faz questão de ser tudo, mostra-se mesmo
quando o céu se entristece, comanda sem incomodar.
está presente e mesmo que ninguém se dê conta de seu trabalho.
Se apresenta sem fazer questão dos resultados, gostem dele
ou não.
Herta Fischer
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
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