Falo sobre o amor, almejo-o
mas não o conheço.
Como eu gostaria de senti-lo,
na forma mais completa, todos amam,
menos eu.
Amor é luxuria, amor é satisfação,
amor é dá cá.
Amor é chamar para beber, é comprar com
presentes, é estar para ser visto,
é falar o que não sente, é destribuir
migalhas na ombreira da porta.
É escravizar por pouco, fazendo
de conta que é fiel.
É rodear com uma corda, e pular
sem ter motivo, enforcar sem
mostrar o laço.
É falar pelas costas, e destribuir
beijos pela frente.
É sentir e encobrir, é deitar na palha
e fazer de conta que é veludo.
É ficar na penúmbra mesmo
em dia perfeito, é se espantar
com o medo, e de medo morrer.
É na dança ficar de lado, sorrindo
sem ter vontade, é esconder-se
da dor.
É fazer de conta, é ser o avesso
sem mostrar a própria face, é
fazer o outro, sem mostrar
quem o fêz.
É somar tirando, é dividir
multiplicando, é
resolver problema sem
nenhum problema. facilitar
e não complicar.
É ferir e esconder a mão, é
ser simplesmente ilusão, e mentir
sem ficar vermelho.
Este é a forma do amor esperado,
mentira de ser mimado, encontrar
o que não perdeu.
Eu desconheço o amor, por não
fazer parte daqueles que preferem viver
e confiar no amor mentiroso.
Herta Fischer
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
domingo, 15 de fevereiro de 2015
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