Não esperem por mim, vâo
lá e façam!
Eu sou a preguiça, não sou temor,
nem coragem.
Sou a esquina do seu lar, sou o fracasso
em pessoa.
Não lamento nem acho graça,
não brigo, nem pleiteio paz.
Gosto de sondar as ruas, estou
sempre entre os beberrões.
Em casas noturnas desfaço minha cama,
e em berços de palha durmo ao
nascer o sol.
Sou fedor que não passa, sou fome,
sou malícia.
Como das sobras, e não me importo
com quem trabalha,
De onde vem a comida, se tem preço,
isto não me assusta.
Sou preguiça, sou sem vontade,
nada me detém
quando penso em dormir,
ou toscanejar.
Por isto, sou pobreza, sou
casa escorada, sou telhas
quebradas, casa sem cor.
Mato subindo a rua,
escada e calçada suja,
musgo em todo lugar.
Se morrer, é encostado,
se viver, é sossegado,
sentado em
qualquer lugar
vendo a vida
passar.
herta Fischer
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
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