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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Galhos dançantes

Hoje me sinto melhor,
foi-se a fase dos resmungos,
nem todos os dias são iguais.
Mais leve é o fardo deste dia, minhas
forças aumentaram.
Preciso, as vezes, extravasar meus
sentimentos negativos. Pô-los para
fora, ao invés de cultivá-los em mim.
Se mantivermos mágoa dentro, há de
tornar-se visível fora.
Procuro entender-me, porém, ao
entender-me, me descabelo, ruim
saber o mal que se esconde na gente,
os desejos reprimidos, ou
culpa por vê-los tão expostos.
Não que eu não queira me afastar de tudo,
não que eu não queira fazer uma limpeza,
mas a natureza é implacável, quem
nasce para morder, morde, quem nasce
para acariciar, acaricia, por
isto é tão difícil decifrarmos.
Tão louco é procurar respostas, tão mais
louco é encontrá-las.
Tudo nos parece fácil quando esta perto
da gente, mas, o que está distante é o que
nos  tenta, e as tentações é que nos põe
a prova.
E provavelmente, seremos reprovados, a vida
passa e estamos de olho no amanhã, algo
que nunca alcançaremos.
Ficaremos velhos, e nem mesmo a velhice
nos incentiva a parar, constantemente, em qualquer
idade, ainda estaremos despertos e abertos aos
desejos, consequentemente viveremos agitados
como galhos dançantes ao soar enganador do
 assovio dos ventos.
Herta Fischer





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