No inicio era só a esperança,
depois de algum tempo, o tempo
foi concretizando mudanças.
Dentro de mim morava o medo
da insegurança. O que comer,
o que vestir, como me comportar
diante da vida?
Tinha um pai, uma mãe, alguns irmãos, e
o que eu aprendia?
Limitada era minha força, o
que eu via, e como me sentia
em relação ao que estava próximo e
o que estava longe, tudo
era completamente desconhecido.
Havia guerras, gente matando gente,
gente expulsando gente, gente
enfrentando gente.
Um mundo de matanças, só
para conquistar o desgaste, nada
importante.
A deriva se vai, na deriva se morre,
o que esperar de alguns anos?
Olho para minha pele, já foi
a sua majestade, o que ficou
é uma rainha sem trono.
Meus olhos de cor estranha,
na estranheza ainda vive.
Meus pés livres e soltos já
perderam a metade da capacidade.
E o mundo? continua o mesmo!
E as pessoas? continuam as mesmas, embora
mude a forma de agir, de quando
em quando julgada é.
Abaixo da lápide fria, seu ventre descansa, enquanto
de outros ventres, nasce-se novos rebentos.
Um ciclo lembrado e outro esquecido,
na mórbida e fria revelação de
que não somos absolutamente
nada!
Herta Fischer
Total de visualizações de página
Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Assinar:
Postar comentários (Atom)
-
Queria novamente as estradas que percorriam minha alma, corajosas com suas nuvens de pó a fechar meus olhos. Dando nome ao novo, sussurrando...
-
Ando em linha reta pelos caminhos tortos, morro um pouco, mas não por completo. Sei que a justiça tarda, mas, um dia, ela trará as sua...
-
Eis que ainda brilha a esperança no pó da estrada. Sem cavaleiro, o cavalo troteia; sem trovador, os versos encontram seu destino. Ainda se ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário