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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Idade da vaidade

Eu acho que: "Tudo é momento,
o resto é tudo fingimento!"
Vivemos para os outros, nunca
para nós mesmos.
O que queremos mesmo é causar,
é sermos olhados com olhos
pretensiosos, cheios de luxurias,
causando inveja e cobiça.
Até mesmo quando escolhemos alguém
para amar, vamos pelo que vemos, nem
sempre pelo que sentimos.
A beleza em si, é o que nos atraem, não,
porque não conseguirmos gostar do feio,,
mas porque os outros não vão olhar
com bons olhos a  nossa escolha.
Estamos mais preocupados com que os outros
vão achar, mais do que com o que estamos de fato
sentindo.
Por isto é que as meninas(os) deliram quando
estão perto dos seus idolos.
Tiram fotos, pedem autógrafos como se
precisassem provar que estiveram perto deles, para
causar inveja, este é o real prazer.
Mesmo que nunca haja uma real aproximação,
mesmo que nunca haja contato, só o prazer
do fato de muitos o conhecerem através da fama,
causa um grande prazer.
Fútil é o homem, beleza, riqueza  e fama não querem dizer
muita coisa, além de que,  as pessoas ao redor
vão olhar para a gente
de uma forma diferente, com cobiça e inveja no olhar.
É o que queremos, é o que desejamos mais que tudo,
o ciúme é construido pela vaidade do desejo,
que se olhe, mas sem querer que se aproxime.
Pode olhar, desejar, mas não pode chegar próximo,
pois a proximidade atrai, e não há de se querer
ninguém atraído pelo que julga seu.
Buscamos pelo amor?
Não! buscamos uma forma perfeita que transforme a insignificância
do eu sozinho em algo maior que o eu.
Procuramos companhia, algo que faça sossegar o ego, mostrar
que somos capazes, mostrar que podemos causar desejo, que
podemos conquistar.
Nos enfeitamos para chamar a atenção, e quando chamamos a atenção
do que não satisfaz os olhos, ficamos chateados, mas quando
chamamos a atenção de alguém que enche os olhos, ai, sim,
abrimos nosso melhor sorriso, e colocamos nos olhos, a nossa
melhor forma de olhar: o do querer.
Ninguém é atraído sem que antes não  tenha olhado.
Mostrar interesse aguça o interesse.
O resto é consequência de uma boa conversa, ou
de uma boa "pegação".
Se correspondido de ambas as partes, a coisa anda, mas se
um se interessar menos que o outro, a demanda acaba.
É assim! De momentos e fingimentos, vamos vivendo, até que
chegue a idade do não mais precisar fingir, pois
o momento vai ficando cada vez mais encolhido, então, o sentir
acaba fazendo muito mais sentido que a própria forma de sentir.
É a idade do sentimento, não do prazer. onde se descobre
que um ídolo não é nada, a não ser, para aquele que lhe dá importancia!

Herta Fischer













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