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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Solidão a dois, a três, a .,,,,

O que é a vida?
Uma dança em parceria, né!
tem que saber os passos,
senão, um pisa no pé do outro.
Ou pisamos nos pés dos outros, e é
só grito de dor.
Sai, sai, não quero mais dançar,
nem que dancem comigo.
Vou sair de casa, não quero mais farra,
só quero cantar e cantar para
que possa dançar só.
Solidão a dois dói demais,
quero sentir a fama, em mim.
O dia amanheceu com cara
de que foi magoado, com cara
de que vai chorar.
Também sofre, assim como
eu, que espera um pouco
mais dos outros, não
é reconhecido pelo que é,
só pelo que faz.
Enquanto é dia claro, ninguém se
importa, estão satisfeitos,
porém, quando escurece,
ficam furiosos.
Que mais posso dizer?
Como sair do buraco, como
descartar a vida?
Se é o que temos, o que merecemos,
canto sem som, nuvem sem água.
Marchamos sem sair do lugar,
e é só canseira em cima de
canseira, empilhadas dentro
da gente, como caixotes velhos.
Sou balão sem ar, furado
e descartado, murcho e
sem valor.
Quem me dera ser repleta, quem
me dera poder fazer pra ser feliz.
Não existe felicidade, sem plateia, não
existe sorrisos, pra ninguém.
Sorrir sozinho é para os loucos.
Chorar sim, chorar sozinha,
é desilusão, mas, sorrir diante
de si mesmo, é mancada
de quem vive só.
Herta Fischer






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