Total de visualizações de página

Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O amor que não sinto

Meu dia é uma página em branco,
não tenho lápis, não tenho ideia, mas
as horas contam minha história.
Tem dia que estou sem vontade, noutro
estou cheia de energia.
Fico triste com o descaso, ou
a falta de ordem em mim, pois
o novo, sempre é intrigante.
Tenho medo das respostas que
encontro em mim, quando
me questiono a respeito
do que sinto.
Eu acredito que nunca amei, que não
amo da forma devida, pois ainda
não cheguei onde devia.
Estou presa a inconstância da
vida, tenho medo de ir em frente
e encarar o que há de vir.
Talvez, eu explique melhor: Não existe
inconstância na vida, mas, sim, inconstância
de sentimentos em mim.
Eu é que ainda estou derrapando no
conhecimento, parada no lugar, deliberadamente,
deslizando e patinando sobre o que eu
acho que tem de ser.
Se eu não acredito no que falo?
Sim! eu acredito piamente, sem nenhuma
 sombra de dúvida, só não consigo
me separar de mim, e desta natureza tão rude que,
me esmaga e me desperta para uma realidade
crua, na qual tenho que ser atriz, sempre atuando
e serpenteando conforme os
papéis que me chegam.
Sabe, quando a gente precisa viver com um pé na frente,
 e outro atrás, pronto para dar meia volta?
Pois é! Detesto não acreditar, detesto ter que colocar as pessoas
em quarentena. Será que confio, ou desconfio?
Então, sobre este conceito: do não poder colocar a mão
no fogo, é que duvido do amor que digo sentir.
Pois o amor, para mim, é pleno, livre de julgamentos, livre
de sensualidade, não vê o rosto, propriamente dito,
nem vive sobre condições, é sentido e renúncia, é
o bem e seus favores.
É estar no bem estar, é saber o que o outro quer, antes dele mesmo.
É ser, não é crer, é realização antes de desejo, é ver o outro
como ele próprio se vê.
Então, eu falo, mas duvido que este amor more em mim, por enquanto
ele é apenas a esperança quando o dia morre.
Talvez por isto mesmo ainda não encerrei minhas buscas,
quem sabe, um dia?
Herta Fischer







Nenhum comentário:

Postar um comentário