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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Coisas que morrem

Bom!
A pequena e a grande formiga,
para que trabalha?
Incansavelmente, todos os dias
se levanta e passa o dia indo de
lá para cá, trabalhando e trabalhando,
dentro e fora do formigueiro.
Pra que ela faz tudo isto, e para
quem?
Vive para morrer.
Certos animais servem, ou com sua carne, ou com
se couro, mas outros, para que servem?
Para viver e morrer?
Nós, os humanos, que vida sem sentido levamos.
Nascemos, estudamos, trabalhamos, usamos,
  envelhecemos e depois
morremos.
Como esta vida é sem sentido.
Pra que despertamos?
para trabalhar, acumular,
comer, dormir, levantar,
para trabalhar novamente!
Colocamos o dinheiro ganho no banco,
para vê-lo multiplicar-se, para depois
gastar em coisas inúteis, que com
o tempo jogamos fora, para depois ter
que trabalhar mais para comprar
tudo novamente.
E assim passamos a vida toda correndo
atrás do vento, sem ganho nem perdas,
pois nascemos para morrer, e querendo
viver, quase que nos matamos em todo
o pouco tempo que passamos adquirindo
coisas que morrem.
Herta Fischer



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