Eis um pulo
em meio a carros, num sinaleiro qualquer,
que susto!
Sou eu!
Maltrapilho e triste,
desanimado com
alguma coisa na mão,
algo que nem é meu.
alguém mais esperto quer
viver.
e eu? Não posso!
Onde está quem
se obrigou a me acolher,
mas não acolheu.
Que pai foi este que me fez
para descartar?
E minha mãe, nem
sorriu ao me ver nascer.
Eu sou,
mas não parece
que sou.
Jogado como sapato velho
dentro da valeta, levado
pela enxurrada, me
ponho nas calçadas,
mas que validade me
assiste?
Que sonho, que nada,
nem vou, nem venho,
sou o momento, como
o vento,
que nada deixa
e nada requer.
Quem sabe, Deus esta comigo,
pois o que enfrento
é que é poder.
Herta Fischer
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Foco no objetivo
Ainda há tempo para recomeçar, mesmo que a “bateria” esteja fraca. Busco renovação. Meu corpo sente o desgaste do tempo, mas meu espírito de...
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
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