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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sexta-feira, 6 de março de 2015

Sei que não sou

Sou demasiado orgulhoso para acreditar que um homem me ame: seria supor que ele sabe quem sou eu. Também não acredito que possa amar alguém: pressuporia que eu achasse um homem da minha condição.
Friedrich Nietzsche


Eu não posso explicar nada, a não ser
o fato de estar conscientemente aqui, neste
momento, fazendo parte da loucura que é
desvendar a vida.
Só sei que em determinado momento,
houve um encontro, homem e mulher, desse encontro,
nesse dia determinado, sobre condições perfeitas,
uma sementinha chamada eu, foi plantada.
Quem escolheu onde eu iria nascer e sobre quais circunstâncias?
Porque eu, e não outro?
Qual a razão de ter nascido sobre um teto tão humilde, por que
a natureza não me foi favorável neste aspecto?
Será que ela é parcial?
Gosta de um, e desgosta de outro?
Se a rosa é rosa, então porque tem outras cores?
Se a natureza faz um e outro, por que não fez tudo igual?
De que serve a terra, se não tem nenhuma outra função
a não ser apenas existir?
E nós a que servimos, ou para que servimos?
Se a terra é redonda, como ficam em pé, os
que estão em outra extremidade, se pela lógica
das coisas, a gravidade puxa para baixo?
Se nos alimentamos apenas de algumas espécies
de seres e de vegetais, o por que de tanta diversidade?
Se vivemos apenas  para nós mesmos, para que tanto cuidado
com os outros?
Se o momento é que vale, por que nos desgastamos tanto
com trabalho?
Pois é, é só isto que sei, o resto são só perguntas sem respostas.
Se eu não tivesse uma crença que vai além de tudo isto, provavelmente,
agiria como os bárbaros que sem conhecimento de regras, viviam
bebendo e se entregando a toda e qualquer forma de prazer.
Pois sem Deus em nosso favor, somos isto mesmo...bárbaros
em busca de prazer e poder!

Herta Fischer










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