Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo mundo em redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando
E para esses, no entanto, achares uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso
Ou, sendo odiado, sempre do ódio se esquivares;
E não parecer bom demais, nem pretensioso;
Se és capaz de pensar __ Sem que a isso só te atires,
De sonhar __ sem fazer dos sonhos teus senhores;
Se encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires
Tratar da mesma forma estes dois impostores;
Se és capaz de de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que dissestes
E as coisas, por que destes a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;
Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo que ganhastes em toda a tua vida
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar, coração, nervos, músculos, tudo
E dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exausto, contudo
Resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!
Se és capaz de, entre a plebe não te corromperes.
Entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons , quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E és capaz de dar segundo por segundo;
Ao minuto fatal, todo teu valor e brilho,
Tua é a terra e tudo que existe no mundo,
E__ o que ainda é muito mais __ És um homem, meu filho!
Rudyard Kipling (trad. de Guilherme de Almeida)
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
quinta-feira, 19 de março de 2015
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