Estou meio enjoada, acho que preciso me afastar, ir embora de vez para
um lugar só meu e,
não me tornar cúmplice deste sistema doente.
Gostaria, e muito, de me sentir como os demais, alienados em
desejos, tornando-me escrava e cativa da idiobsessividade dos homens.
Eu já disse uma vez que não me enquadro neste mundo ilusório, vivo,
mas é como se estivesse num apartaid,
Não me sinto bem quando estou fingindo uma alegria que não sinto, ou
fazendo coisas só porque a maioria faz.
Me sinto bem em meu cantinho, sem a preocupação do "agradar". Detesto
viver numa caixinha, e fora dela me sentir uma estranha.
Ou eu sou o que sou, ou não sou ninguém, as vezes prefiro
mesmo não ser considerada, á viver miseravelmente na mentira.
Falo sempre a verdade em relação aos outros, doa a quem doer, só
que, assim me sobram poucos amigos.
Dou presente quando sinto vontade e quando posso, não me ligo
em data especial. Ou quando existe uma corda no pescoço, nos obrigando a
ser gentis só quando convém.
Detesto falsidade, sorrir só quando estou bem, nunca foi o meu forte, as
pessoas não tem culpa se as vezes nosso semblante está caído em decorrência
de uma mágoa que só dizem respeito a nós.
Mesmo com o coração sangrando, eu ainda mostro em meu semblante, um sorriso
que não é forçado, um sorriso verdadeiro para animar aqueles que não são culpados pela minha desventura.
Ninguém é obrigado a pagar uma divida que não é sua.
Cara feia para mim é falta de carácter. Sorrir na dor, só diz respeito aos fortes, que
de alguma maneira aprendeu que nem tudo são rosas, as vezes pode ser também espinhos, e dai?
Herta Fischer
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
sábado, 27 de dezembro de 2014
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