Sai de casa no limiar de poucos dias, ninguém
a esperar, nem que me esperassem.
Era eu e meu silencio entre lágrimas que caem.
Cidadã dos acasos, animal
a esperar por suas presas, a tornar-se
presa de alguém.
Um amor sem esperança num coração
magoado e ferido pela perda, que ainda encontra
forças para acreditar que sobreviverá.
Automutilar-se com pensamentos que nunca
conhecerá a luz, só a fantasia do que será.
Em negras trevas passei o meu dia, e outros
dias e...tantos dias que me acabei no inacabado
de sonhos em vão.
Dizem os sábios: Tudo passa! - Mas até passar, dói.
Há esperança, que passe. Há dezenas de pensamentos positivos
que de nada adiantam, há sorrisos forçados, há ilusões de volta,
de recomeço, de continuidade, de amor correspondido a
mesma medida do que se sente. Há também uma necessidade
de fugir da realidade, de sonhar de olhos abertos em plena
luz, de fazer de conta que nunca aconteceu.
E tudo se perde no vazio do tempo que passa sem resultados,
e sem piedade me mostra que foi tudo em vão.
Ainda bem que o que se vive, não se apaga, e de alguma
forma fica para sempre tatuado no coração do sonhador.
Se não houvesse essa capacidade de manipular
os próprios sentimentos, provavelmente eu nem mais
teria historias para contar.
De fazer de conta, os dias vão embora, e leva a dor com ele,
e se faz novamente novidade de existir.
Herta Fischer.
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
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