Hou! hou! hou!
Aqui estou, neste meu cantinho de saudade.
Outro ano se aproxima, Apenas mudança de número.
Vou seguindo o plano do dia, até alcançar outro dia,
que somado se façam semanas e meses, e anos.
Pessoas chegam, pessoas vão embora, as
imagens se apagam, e a saudade não as trazem de volta,
só machuca o peito.
O Oleiro preparou o barro, fez sua peça, e a deixou cair,
depois não mais conseguiu fazer igual,
assim se completam os ciclos, e o
que era ontem ficou no ontem.
O que se perdeu para sempre, para sempre se perdeu,
somente o que ficou, agora é tão importante,
Mesmo que sonde a vida, nunca se saberá o momento
em que se finda a energia que nos faz assim tão lúcidos,
e nem para onde vai essa energia quando se acabar a lucidez.
Nuvens pesadas e intensas nos cobrem, e o tão amado azul
vai se dissipando, até que o cinza tome conta e não sobre
nada a não ser a ilusão do que se viu.
Uma alusão ao que é definitivo e que aos poucos só deixam
rastros esbarrando em sonhos que
se dissipam a medida que vamos de mansinho saindo de cena.
No desgaste do que era, Já era a importância que dela tinha. da
felicidade que criara as expectativas e que não mais
se vê nem se cria.
Ouve-se um lamento, como música que ainda não se compôs,
que nos rabiscos se perdeu.
Na esperança cria-se um retrospecto, como se fechasse um túnel para
outro se abrir, quando na verdade é só uma continuidade, pois
nada se perdeu, apenas ficou para trás. E o novo nada mais é do
que a elasticidade do aprendizado que
o velho realizou...para que não houvesse mais fim.
Herta Fischer
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
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