Cansa essa minha cegueira, no escuro
se faz caminhada, quando o sol se vai e a lua é só
ameaço.
Da felicidade só bagaço. do açúcar da vida
só estilhaço.
Sinto-me como puxando uma corda sozinha
na esperança de fazê-la um traço,
pouco resultado e muita dores nos braços.
De dias e dias minha alma esta cheia, pouca
vitorias, muito embaraço.
Por que não passa um só dia sem ver alguém triste?
Oh céus! traz-me um pouco de alento, dá-me apenas
uma oportunidade de ver dias alegres.
Alegria, alegria de verdade, paz no coração como
canção perfeita, final feliz para sempre.
Como um viajante não se cansa de ver o que passa ante
seus olhos e vai absorvendo a alegria de conhecer, assim fosse
meu dia, como uma vespa a colher seu mel.
Só mal a espreitar seus grandes, enquanto os pequenos choram
a esperança perdida.
Quem me dera tivesse asas e grande apreço pelo voo, como
uma águia a sustentar seus piazinhos, com olhos puros a olhar
para o chão pudesse então achar o que procuro.
Se nem mesmo sei o que quero, se nem mesmo alcanço
o que preciso, na perda vivo meu amanhã, e de hoje
minha alma lamenta.
Quero uma alegria escancarada como uma nova porta a se abrir, e
a encontrar lá fora, uma novidade a sorrir.
Saudade do paraíso, da visita do Senhor pela tarde, do cantar
de seus querubins.
Saudade da flauta, da citara, das cordas cancionistas, da voz suave do criador.
Saudade da boiada, do som da trombeta anunciando o amanhecer.
Saudade da aurora, saudade até da saudade, pois ela nos leva a presença de
quem a tempos não vemos.
Que passe logo esse tempo para encontrarmos outro tempo mais verão do
que inverno.
Herta Fischer.
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
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