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Foco no objetivo
Ainda há tempo para recomeçar, mesmo que a “bateria” esteja fraca. Busco renovação. Meu corpo sente o desgaste do tempo, mas meu espírito de...
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Asas feridas
Desacelerei!
Aprendi que devagar descansa os olhos.
Solto meu espaço nos braços do tempo que
prepara meu destino.
Num toque, num sopro, como o vento
leva uma folha, eu vou.
Se caio, descanso. no descanso não me machuco.
Uma pontinha de poesia num mundo empoeirado de dureza..
Eis o que sou.
Vivi a sombra como sobra que os pássaros comem,
razão nenhuma para ser feliz.
E no grande silencio inocente de menina, em
palavras, me transformei.
Não tive bons amigos e nem amigos tão maus, apenas
alguns que pouco me compreenderam por ser assim...Tão
a frente do meu tempo.
Não sei por que nasci assim, um tanto perceptiva,
sondava olhares e os decifrava antes mesmo da ação.
Quase sempre compreendi os que por mim passavam,
como uma lâmpada acesa me queimava na inconstância
do juízo a que de minha pessoa faziam.
Sou pássaro que voa a procura de um lugar para pousar,
nos altos dos rochedos é que faço meu ninho.
Com palhas de aço lustro meu destino, e a destemida terra
me recebe quase sempre a sorrir. No oco dos barrancos, elementos
preciosos me esperam e se completam me transformando
parte que também vive.
Até que se separe o mar da terra e a água se derrame não mais em
ondas, mas em enxames de respingos santificados na renúncia
do meu querer.
Vou vivendo e morrendo um pouco, na esperança de encontrar realmente
a saber quem eu sou. Uma espera inútil que de repente se
apaga e não mais encontra o seu lugar.
Herta Fischer
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