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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sexta-feira, 26 de maio de 2017

O lugar sou eu

Como eu gostaria de
poder dizer que sou sempre a mesma.
Mas, embora, meu fisico seja sempre igual
com exceção das ações do tempo,
minha ideias se confundem.
Hoje eu estou mais amena, assim
como na meia estação, mas, ha
o inverno que constantemente
se instaura em minha alma, mesmo
fora de tempo.
Como um vento frio e cortante,
que me faz encolher nos arrepios,
assim, as vezes me sinto.
Talvez eu tenha aprendido a viver nos trópicos das emoções,
 onde para a constância não ha lugar, um dia
é sempre um dia.
Faz tempo que não choro, faz muito tempo
que estou a um passo da coerência do existir
sem dor.
E mesmo que sofra, as vezes, uma dor aqui e acolá,
nada me tira do sentimento de que sou bem
mais forte do que penso.
De que a vida é compreensível em nossas perdas,
que não sou mais que nuvem que passa,
E os que estão do meu lado, podem
facilmente tomar outro rumo, e me deixarem só.
E mesmo só encontrarei o meu lugar, pois o
lugar sou eu, e de mim, eu nunca me distanciarei.
Não vou me tornar outra pessoa, nem abandonar
minhas virtudes ou defeitos, muito pelo contrario,
diante das tempestades, serei tempestade, mas diante
do tempo bom e ensolarado, serei sol.
Serei o que puder ser até que não seja, ou seja, sei lá!
O que vem após são só desejos, o que esta visível agora,
neste momento, isto é real e pode ser visto e sentido.
E o bem estar esta aqui do meu lado, e não serão
as circunstâncias á incomodá-lo, assim como arco-íris,
de tempos em tempos aparece no céu, assim sou eu, quando
me aceito em totalidade, sem miudezas a me corromper.
 Sou feliz agora!
Herta Fischer  (Hertinha)




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