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Mantendo o desejo de viver

Já é tarde, quase suave e aberta, e as manhãs se deixaram levar. Meus olhos deram vida, emprestando seu brilho ao meu coração. Apagou-se tod...

sábado, 18 de abril de 2026

Mantendo o desejo de viver

Já é tarde, quase suave e aberta, e as manhãs se deixaram levar. Meus olhos deram vida, emprestando seu brilho ao meu coração. Apagou-se todo o orgulho que havia, acenderam-se as luzes da generosidade que minha alma havia esquecido. De juíza à expectativa, da incompreensão à sabedoria do tempo. Deus organizou o corpo, concedendo muito mais honra ao que não tinha, para que não haja divisão entre o forte e o fraco; pelo contrário, que todos cooperem com igual cuidado em favor uns dos outros, sem prejudicar ninguém. É um lembrete de que participamos de um mesmo princípio: o bem que nos completa! Mas o mundo, como vento tempestuoso, carrega mágoa e raiva, despejando sobre nós relâmpagos de mal querer. Infelizmente. 




Nuvens aguadas

Prefiro ser desprezada pelos homens a ser esquecida por Deus. Ando meio murcha, como uma rosa fora do solo, suando sob sol forte, mas me fortaleço com o sal. Caminho sobre a glória do porvir, já que a realidade já não me compõe nem me retrata. Procuro ser o que sempre fui: triste nos tempos de tristeza e alegre nas épocas de alegria. Sou mais! Nada me subtrai — nem o tempo, nem as andanças, nem as cobranças. Eu o universo somos um; eu, com todos, sou o componente que sustenta o que se vê, a alegria da complexidade que ronda a existência. Sem vindas nem idas, apenas passos que me transportam, enquanto a criança ainda mora em mim, apesar de tantos anos completos. Produzo e prendo!