Já ouvi alguém dizer que escrever sem nunca ter publicado é como
gravidez mental, a barriga cresce e nunca se vê o filho.
Pois é!
Eu nem ligo, não posso publicar, não tenho dinheiro para isso,
então, essa gravidez fica encruada, como
um filho desejado que fica para depois.
Mas, pelo menos não fico a me remoer, pensando se meus escritos são bons ou não,
Nunca
me envergonho de nada, pois não tenho quem me critique.
Sou como avelãs que caem, sem nenhum esquilo a comê-las,
me enterro em meu desejo e fico a esperar pela ordem da natureza,
Quem sabe qualquer hora, quando menos se espera,
a semente desperte, e que, com alguma qualidade, cresça!
Herta Fischer
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Foco no objetivo
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sábado, 20 de maio de 2017
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