Já passava da meia noite, todos
dormiam.
No silêncio meu corpo
não me dava descanso e me fazia
lembrar de você.
Havia muita distância entre nós,
embora compartilhando do
mesmo lençol, tu dormias,
e eu sofria.
Não havia mais nada a nos unir,
apenas frieza nos gestos,
palavras soltas sem nenhum
significado.
Uma cama, dois corpos,
e vazio.
Queria te dizer que
sentia muito, mas, não me atrevia,
o orgulho,as vezes, é mais
forte que o amor.
E a gente disfarça
dor com mais desamor.
O acordar já não tinha mais
sentido, o viver mais um dia
nada significava, a não
ser para as lágrimas que teimavam
em cair.
Ir embora era a solução, mas, o coração não
ajudava.
Ficamos lado a lado como
ternos amigos, comendo na mesma mesa,
sorrindo sem vontade, aparentando
a nós mesmos, aquilo que não mais
existia.
Até que num certo dia, acordei
sem você na cama.
Esperei pela tarde e você não chegou do trabalho.,
fiquei ali, como mariposa morta, tentando se levantar.
Entendi então, a nossa espera: - Eu por você,
e você por mim, mas, não tivemos
coragem para dizer, então, só
restou o vazio que construímos, perdendo-nos
em silencio.
E agora, sem você aqui, a respiração me falta,
entendi que o seu calor me bastava, mas, infelizmente,
não consegui entender o que faltou:- se foi
eu ou você- ou nós dois!
Herta Fischer (Hertinha)
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
terça-feira, 16 de maio de 2017
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