Ninguém mais a precisar de mim com tanta ânsia,
estou subsistindo em minha concha.
De que preciso mesmo para ser feliz, talvez,
de uma historia nova para contar, sem
que precise sofrer para isso.
Por falar em sofrimento, lá estou eu a ver o rato
amassado em uma ratoeira,
Como quem não teve o prometido, um pequeno
pedaço de queijo foi a sua perdição, e a sua morte por desejar.
Enquanto o relógio conta suas horas sem cessar, quase
que passo despercebida. Ninguém conhece minhas
necessidades mais do que eu, mas, temo ser um rato pronto
a ser sugado pelas artimanhas de meu destino que não
sabe bem de que preciso,
mas insiste em me dar o que mereço, desmerecendo
o que quero.
Trago em mim, algumas desconfianças em relação
a algumas coisas, ainda sou apenas uma gota a gotejar
no oceano, que de quebra não se satisfaz com meus préstimos.
Doando-me pequena demais, quase a sumir entre uma doação
e outra, me sentindo, talvez, importante, quando ninguém mais
se da conta de que sou capaz.
Nem eu mesma!
Estou dentro da paisagem que vejo, entre árvores e descaminhos,
mais que qualquer coisa, ainda dependo do tempo.
E que tempo eu mereço? De quanto?
Nem sei mais o que me falta, se mais ou se menos, porque
tudo a minha volta parece não ter valor, nem minha suplicas
por merecimento, nem minhas suplicas por milagres, pois, tudo
acaba acontecendo sem minha interferência, o tempo é apenas
sonho, um sonho quase construído na esperança, porém tudo se acaba
em amanhã.
Hertinha (Herta Fischer)
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Eco do fim
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