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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

terça-feira, 23 de maio de 2017

A vaidade do homem

Povos todos, escutai isto:
Dai ouvidos, moradores todos da terra,
tantos plebeus como os da fina estirpe,
todos juntamente, ricos e pobres.
Os meus lábios falarão sabedoria,
e o meu coração terá
pensamentos judiciosos.
Inclinarei os ouvidos a uma parábola,
decifrarei o meu enigma ao som
da harpa.
Porque ei de eu tremer no dia da tribulação,
quando me salteia a iniquidade
dos que me perseguem,
dos que confiam no seus bens
em na sua muita riqueza se  gloriam?
Ao irmão, verdadeiramente,
ninguém pode remir.
nem pagar por ele a Deus o seu resgate
(pois a redenção da alma deles é caríssima,
e cessará a tentativa para sempre.), para
que continue a viver perpetuamente e
não veja a cova;
porquanto vê-se morrerem os sábios
e perecerem tanto os estulto como
o inepto, os quais deixam aos
outros as suas riquezas.
O seu pensamento íntimo é
que as suas casas serão perpétuas
e as suas moradas para todas as gerações;
chegam a dar seu próprio nome ás suas terras.
Todavia, o homem não permanece em sua ostentação,
é, antes, como os animais, que perecem.
Tal proceder é estultícia deles; assim mesmo
os seus seguidores aplaudem o que eles dizem.
Como ovelhas são postos na sepultura;
a morte é o seu pastor;
e descem diretamente sobre a cova,
onde a sua formosura se consome;
a sepultura é o lugar em que habitam.
Mas Deus remirá a minha alma do poder da morte,
pois ele me tomará para si.
Não temas, quando alguém se enriquecer,
quando avultar a gloria de sua casa,
pois, em morrendo, nada levará consigo,
a sua gloria não o acompanhará.
Ainda que durante a vida
ele se tenha lisonjeado,
e ainda que o louvem
quando faz o bem a si mesmo,
irá ter com a geração de seus pais,
os quais já não verão a luz.
O homem revestido de honrarias,
mas sem entendimento, é antes,
 como os animais que perecem.
Salmos 40

Herta Fischer










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