terça-feira, 2 de maio de 2017

Seres errantes

Se você realmente quer ver dias melhores,
acalme-se por dentro.
La entre você e você mesma, construa sua paz,
assim como um jardineiro cuidando de suas flores,
assim, também, seja fiel.
Há um transtorno em tudo: na aparência, no bem querer,
na busca por consolo, naquilo que se quer,
no que se vai.
Há trastorno por onde se passa: Nos olhos
que te evitam, na boca que te desanima, no
ouvido que não te escuta, na atenção desviada.
há comodismo e aflições em todos, porque
o todo se limita a ser a medida controlada, a mesmice
deslocada, e a pureza proclamada no desvio de
cada um.
Não somos jardins, somos flores deserdantes, jogadas
a esmo, sem compromissos, sem ordem, nem ação.
Lá fora, fora de mim, há o que chamo de parábola.
Somos seres a  se descobrir, uma charada de nós, como
uma onda maliciosa que corta a orla com sua fúria,
despedaçando e despedaçada, volta em seu leito
sem descanso.
Tudo vai na inutilidade.
Tudo segue um rumo desconhecido, apreciado sem
conhecimento de  como se aprecia.
Assim como erva preciosa plantada num lugar, quando
ainda desconhece sua propriedade, esta lá, podia ser
útil, mas ainda espera ser descoberta, e quem sabe, nunca será.
Assim somos seres errantes, a procurar o que?
Passamos  quase que todo tempo precioso na  vivencia em dores,
em desarmonia com tudo e com todos,
Na inocência vivemos, na burrice desencaminhamos.
E ficamos a ir e vir, a procurar por felicidade,  e até
a sentimos por alguns momentos, quando nos desviamos
de nós mesmos, e nos encontramos com
algo que esta longe de nós.
A satisfação de ser, porque o poder
não existe, a menos que vivamos só,
Porque tudo que conheço dos homens, ou é obrigação,
ou é desejo,  exaltação de si mesmo e  vencer os demais.
Hertinha (Herta Fischer)








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