Ha algumas cabecinhas pequenas,
assim como a minha.
Eu só consigo ver bondade nas pessoas,
a maldade eu descarto.
Não posso falar mal do que não entendo,
nem me colocar como juíza em
algumas situações.
Viajo em mim, não quero passar
por terras estranhas, nem me contaminar
em solo desconhecido,
Se tudo está nas mãos de Deus, quem
sou eu para desfazer o feito?
Tudo anda conforme deve andar, só aquele
que não tem perna, não anda.
A vida, os seres, eu também, que de tudo
faço parte, vivemos porque nascemos.
Se nascemos é porque devemos viver, cada
um em sua estação, em seu tempo, em
seu lugar.
Não posso querer que alguém pense como
eu, porque, não quero pensar como ninguém,
podemos ter os mesmos pareceres em alguns
casos, mas, em outros,podemos indeferir, e
nem por isso posso achar que sou melhor.
Todos estamos a caminho da resposta, que em
determinado dia chegará, tanto para mim, quanto
para todos.
Pouco se aproveita ao homem questionar o
que aqui se passa, dos por quês, e afins,
pois, se nem conseguimos entender-nos direito,
que se dirá do resto?
Assim como não podemos explicar a água no seio da terra,
que nela não se mistura,
rompe-se não se sabe como, e submerge em nascente,
também não podemos explicar a vida em si, que,
do nada se faz, cresce e se desintegra.
Assim é Deus, uma soma d"Ele mesmo, não se
define, nem se entende, mas, deixa-nos rastros
de sua delicadeza.
Deu-nos a vida que parece se acabar, e acabamos
por não entender como a trará de volta, simplesmente
por não termos o poder de enxergar com seus olhos.
Hertinha (Herta Fischer)
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Eco do fim
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