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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Momentos

As ondas do pensamento juntou-se com a maré da saudade, transportando-me para um tempo muito distante, quando em mim brotava a semente da juventude.
E como uma flor em plena primavera, eu desabrochava para o fascínio do descobrimento. Cantarolava as músicas da época, como um pássaro entoa seu cântico de liberdade. passava horas e horas. sonhando com o príncipe que um dia, haveria de vir. E a estrada que percorria, era transbordante de esperança e fé.
Enquanto o tempo passava, lento e sem pressa, eu tinha pressa de crescer logo, para poder voar muito mais alto.
Enquanto dormia, por várias vezes sonhei que segurava as pernas dobradas para traz, e lançava um voo pelo horizonte sem fim. Alcançava um mundo encantado, cheio de alegria e emoção.
Bananeiras e taquareiras, faziam parte desse pequeno mundo de sonhos, e a estrada empoeirada deixavam meus pés mais leves, parecendo mesmo flutuar no doce mundo da poesia.
O príncipe era desenhado na imaginação como se fosse real, até descobrir que o sonho é diferente da realidade,  mas, é o sonho. que faz da vida um mágico momento, ajuda a criar objetivos concretos e definitivos, para que se alcance a plenitude de uma vida, caminhando com os pés firmes no chão.
Nunca deixei de voar em busca  de conhecimento. Era isso que fazia sempre, com o coração lançando chamas de expectativas por todos os poros.
E voava tão alto que imaginação alguma poderia alcançar, e assim aprendi a ser feliz.
Como um lindo arco-íris em dia de chuva e sol, deixava um rastro colorido de alegria e prazer por todos os caminhos que trilhava.
Muitas e muitas vezes cavalgava no lombo de um cavalo mágico, que me levava para um mundo que só conhecia a paz. E com as asas da imaginação alcancei o infinito, desvendei os mistérios do universo azulado, e me encontrei com a verdadeira felicidade que se esconde dos mortais, além das estrelas.
Num desses encontros enigmáticos, os anjos me ensinaram a ultrapassar as barreiras com determinação.
Enfrentei com coragem meu tempo de juventude, retirei todas as pedras do meu caminho e segui sempre em frente, sem olhar para trás.
Tropecei, e caí por várias vezes, e tantas quantas vezes caí, levantei-me! levantando, lançava voo novamente, ao encontro de novas descobertas que me ajudavam a crescer.
Hoje, com mais da metade do caminho, já percorrido, não deixo de sonhar. O tempo deixa marcas profundas na alma, pois nesse voo incessante conheci caminhos escuros, tropecei por várias vezes na morte e aprendi a conviver com ela, mas ela jamais me derrotou. Levou muitos dos que queria bem, mas não conseguiu levar o que aprendi com meu anjo forte. Pode me levar tudo, porém não conseguirá tirar de mim a esperança. O senhor Jesus já derrotou a morte e quando chegar a hora de me despedir desse mundo, a morte só conseguirá levar meu corpo, mas jamais conseguirá apagar a essência do meu espírito que pertence a Deus.                  


Autora: Herta Fischer

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