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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Tudo passa... Eu vou passando!

Crer num mundo melhor? Esperei cinquenta anos e nada mudou, nem eu mesma. Desde que o mundo é mundo, sofremos por amores não correspondidos, flores desabrocham sem que percebamos. Criamos filhos, que seguem por estradas paralelas, e quase sempre apenas observamos de longe. Amamos e às vezes somos amados, mas, na maioria das vezes, atravessamos a solidão. Sonhamos com coisas e objetos, às vezes alcançamos, mas estamos sempre buscando o inalcançável. Plantamos, mas nem sempre colhemos bem. E o que nos resta? Sossegar na esperança. E, de esperança em esperança, o tempo se esgota. Se eu não cresse em ti, Senhor, não sei se sobreviveria. Sou teimosa e sigo em frente, mesmo sem caminho. Se só há mata, abro uma picada; se ela não me satisfaz, faço minha estrada. Não sei onde vai dar, mas me despeço do sofrimento até o fim do dia. E quando a noite silenciosa se deita sobre minha esperança, durmo para acordar no dia seguinte pronta para outra obra, mesmo que repetitiva, mesmo que sofrida. Me refaço a cada manhã.

Herta Fischer.










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