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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Contra mão

Ninguém a frente!
Ninguém a esperar por mim.
Sou só eu, e o meu desejo insano de companhia.
Dizer que caminho só. Não!
Mas ao meu lado caminha um outro sonho,
um outro ouvido,
uma outra voz.
É como viajar no espaço, onde se tem
a imensidão azulada, e os astros
rodando a distancia, e quanto mais nos aproximamos,
mais nos distanciamos.
A vida é assim. Passa-se o tempo e
passa-se com ele a virtude da paixão.
E o que fica?
Só uma vontade de voltar, mas
o caminho foi apagado, e nunca
mais, nunca mais se pode caminhar por ele.
Então, só nos resta seguir, conservando
o que se desenha pela frente, tentando
desesperadamente não permitir que
suas cores desbotem.

Herta Fischer.



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