Há tempos estou aqui, e
como camelo no deserto, me alimento do pó da terra, e
de água me abasteço para que o enfrente sem aflições.
O espelho que reflete a minha face é a imensidão
das derrotas, e o pouco espalhado que ajuntei em
uma das mãos.
Numa terra sem dono, onde o sol me consome de dia, e
nas noites de temperaturas congelantes, entre dois extremos
minha alma se aflige.
Vou perdendo peso aos poucos , pois se consomem os meus dias
em privações, e as gordurosas alegrias que me fazia tão robusta. agora
se transformam em apenas consumo de ossos.
E as águas tão escassas, se encontram nas profundezas, onde
minha alma já não alcança, e nos infindáveis dias eu vagueio
procurando sombra onde não ha mais.
Apenas mistérios a esperar por mim, em cada pedra, em cada torrão,
em cada minúsculo grão de areia,
Meus passos reduzidos pela dor da canseira, minha boca seca
enrugando a carne ao redor dela e meus olhos a me enganar ainda insiste
em achar um lugar de descanso.
Só vejo pela frente falsas fontes a estalar seus dedos e chamar-me para
a armadilha. Quando chego mais perto, mais secura, e diante da dor, eu
me entrego as tempestades de areia, pois dela eu posso extrair confiança
de não mais ver deserto, sonhando com um enterro decente, enterrados
na areia dos meus sonhos.
Herta Fischer.
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A dose certa
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segunda-feira, 24 de novembro de 2014
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