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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Arco-íris distante

Um dia eu ainda chego no final da trilha, e
quem sabe, lá, no infinito da minha procura
eu encontre meu pote de ouro.
Por enquanto: só muita lama, e alguns pontos
de terra seca, quanto muito, um pouquinho de asfalto
e areia.
E lá se completam minhas aflições, no cheiro que
ainda não sinto, só poeria, nas dores que as vezes são tantas,
mas que passam,.
E essa corredeira de risos, que as vezes chegam, que muitas vezes vai.
E eu continuo a decifrar meus enigmas, já que a vida não
me permite recuos.
Ainda estou caminhando dentro destes meus delírios que são tantos,
a vagar pelo nada, a esperar por nada, a viver em nada e quem
sabe morrer feliz.
Pois nada tenho que é meu, nada possuo que me faça falta quando
meus olhos se fecharem.
E de tudo que pensei, e de tudo que vivi, das coisas que me eram importantes,
de repente se torna apenas uma lembrança a se apagar.
Como as cores de um leve vapor encontrando com os raios de sol pala tarde,
eu apenas passo sem ser notada...Não sou arco-íris.

Herta Fischer



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