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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Vida de xícara

As costumeiras manhãs com café,  

às vezes sem pão.  

Xícaras que aquecem a lida que vem,  

Xícaras que sabem teus credos de cor,  

ouvem e abaixam o olhar.  

A noite já não pode te ver,  

café tira o sono da xícara  

que descansa para o amanhecer.  

Ouve as queixas do dia, entre comadres e tias,  

em sopros e resmungos, é o que te esfria.  

Toma para si as dores da falta,  

água quente é o que te apalpa,  

os dedos são quem te exalta.  

Hertinha Fischer

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