As costumeiras manhãs com café,
às vezes sem pão.
Xícaras que aquecem a lida que vem,
Xícaras que sabem teus credos de cor,
ouvem e abaixam o olhar.
A noite já não pode te ver,
café tira o sono da xícara
que descansa para o amanhecer.
Ouve as queixas do dia, entre comadres e tias,
em sopros e resmungos, é o que te esfria.
Toma para si as dores da falta,
água quente é o que te apalpa,
os dedos são quem te exalta.
Hertinha Fischer
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