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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Se agora ser

 Essas canções que componho,

de regas e podas.

De criações e cópias.

Na discordância em que me enredo,

sem poder sequer usar a verdade

como instrumento.

Como manejar uma enxada sem corte,

vai arrastando e moendo, sem resultado.

Sempre houve dificuldades, essas mesmas

dificuldades assolam meus jardins.

Não sou forte, sou uma sobrevivente,

forçada a ir em frente só por teimosia.

Cai num rio e tive que atravessar um mar,

sem barco,  com dois remos nas mãos.

Afoguei-me muitas vezes, e muitas vezes, me vi

socorrida.

E ainda vago como se o mundo me espreitasse, de

tal maneira, que desenhei um céu só para mim.

Onde eu posso ser - Já que ser é tão labiríntico.


Hertinha Fischer



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