Quem dera pudesse me destacar, escrever para transformar. Mas eu mesma nunca mudo. Somos o que nascemos para ser. Apenas humanos perdidos, buscando algo que nem sabemos o que é. Quando percebemos, já passou, sem grandes chances de renascer.
De manhã, sementes brotando. À tarde, flores se abrindo. À noite, gememos em ruínas. A pressa nos define, a fome nos acomoda. E nas raras vezes que saímos do modo sobrevivência, é só cansaço. Muito por querer, pouco por concluir. Como água lançada à terra, vemos cair, vemos molhar, mas nada permanece. Evapora.
E quando desejo muito, não consigo. E quando consigo, logo quero refazer, achando que fiz errado. E assim vamos indo, rumo ao esquecimento.
Hertinha Fischer
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