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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Delirando

De pedras em pedras, subo a montanha,  

vestido de renda, dançando com o vento.  

O batom se desgasta na boca vermelha,  

cabelos brilhantes caminham em versos lentos.  


Cruel é a subida que a vida impõe,  

suores e lágrimas no peito se aconchegam.  

Se o topo te encontra e não há mais lugar,  

que outro destino pode te buscar?  


A vida e o tempo em seu contrafluxo,  

na crença, o hábito fica submerso.  

Adivinhos tentam mapear o céu,  

querendo transformar-se em seu carrossel.  


Eu, que não sou, meio que cega,  

me apego à luz que insiste lá em cima.  

Carrego no ventre o vento e a sorte,  

é esse cordel que cedo me anima.  


Hertinha Fischer










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