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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

A casa do meu íntimo

 Vi-me desperta sem saber quando.

De lá para cá - a solidão me encanta.

Já podia compreender as nuvens,

conversar com plantas.

A solidão fala minha língua,

aprendeu comigo a contar os dias,

e falar sozinha.

Paredes me deram guarida,

quando o frio atravessava porta.

As flores estão se abrindo ali, não vês?
Pássaros cantam, fazem vibrar o dia.
A tua luz se acende, como se acende
o fogo para fazer um café.
Há uma esperança renascendo dentro da gente.
Quantas formas, quantas cores o universo
despeja.
Há uma forma de agradecer por tudo.
Acalente o coração, como o sol,
que desperta perfumes.
Não perturbes o vosso coração a ponto
de o fazer sair do prumo.
Faça á sua parte. Quando puder, dê uma forcinha.
Pois quem, empurra o outro para o abismo,
pode, fatalmente, cair junto com ele.
No mais, Cuide do seu habitat.
Hertinha Fischer.



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