Total de visualizações de página

Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

compilação das eras

 Nessa de me encontrar 

perdi muito tempo - sempre estive.

Apareci em dia incerto, nem sei se me lembro.

A partir de algo, alguma lembrança solta

no espaço, comecei a sentir minha presença

em tudo que me rodeava.

Algumas vezes lá - outras vezes aqui, ali ou acolá.

Onde estava, estava eu.

O meu tempo me mostrou ao mundo, tirou de dentro, de

mim, o invólucro, patenteando o que eu não sabia e que

se achava escondido dos meus sentidos.

Passei então a ver e ouvir - já com um certo apuro.

Formas e víveres - cores e rostos

Soaram nomes, no primeiro momento, insignificante.

Depois veio a identificação da propriedade, após, a hierarquia.

E foram me mostrando formas de agir - a briga por um espaço e afins.

Decidindo por mim o tempo - Já me capacitando para outras esferas.

O aprendizado me empurrando e me motivando, cada vez mais, á ser idêntica

aos outros.

E de repente, já me sentia apta para seguir minhas intuições, 

ainda meio que cambaleando.

Fui me inteirando de algumas coisas, como por exemplo: ter experiências

um tanto desagradáveis, compreendendo, que, os meus pés me serviam,

minha consciência me alertava, mas, não tinha liberdade de ação.

Tudo o que sentia e desejava estava condicionado ao que

estava acima de mim, na hierarquia da vida.

E foi assim, que os anos me engoliram, como

moscas mal colocadas no anzol.

E ainda hoje, quando já posso falar por mim, ainda

me vejo na obrigação de ter que pisar no freio, para

não magoar aqueles que pensam ser melhores do que eu,

e, que, ainda, vão me levar para um lugar que não desejo,

mas, que terei que ir.


Hertinha Fischer


Nenhum comentário:

Postar um comentário