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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

A dependência das coisas

Não sei falar do jeito certo, então uso o incerto para tentar dizer. Digo e espero que minhas palavras façam sentido. A vida não espera: de repente, já é tarde. O melhor caminho é aquele que ainda está por ser desbravado. No papel, tudo parece simples, mas ao enfrentar as necessidades, construindo o essencial, encontramos mais do que imaginávamos.


Olhar alheio é como o olhar da formiga: nunca volta para si mesma, sempre fixa no galho. Esperamos que os outros entendam nossas asas, mas nem sequer aprendemos a usá-las para voar. Epicuro dizia que a felicidade vem da ataraxia, a tranquilidade da alma. Mas quem encontra calma na humanidade que nos habita? Parece que dependemos das coisas para ser felizes.


Quem somos nós? Ainda estamos à procura. Milhões de anos se passaram, acumulamos tanto saber, mas ainda não aprendemos a amar. Respeito mútuo é amor, mas vivemos na incerteza. Minha visão não é a sua, minha perspectiva não é a sua. Assim, permanecemos presos em um poço desconhecido, ansiosos para sair.


Chego sem entender e parto sem entender. Quanto mais explicamos, mais complicamos.

Hertinha Fischer.




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